A ação é bem intensa, mas fica claro que a EA investiu pesado para criar uma história envolvente e complexa, talvez na tentativa de criar uma mitologia mais ampla que possa suportar novos jogos. Não há como pular trechos de diálogo e há muitos acontecimentos que não são interativos, o que não deve agradar os menos pacientes, mas tudo parece fazer sentido na construção do clima. No exemplar de Wii, o usuário descobre eventos anteriores ao game do ano passado e testemunha o ataque dos alienígenas Necromorphs a uma equipe de colonizadores. A narrativa pula de um personagem para o outro, inclusive quando eles morrem sob seu controle, criando uma sensação de tensão bastante interessante pois fica claro que ninguém obrigatoriamente deve ser poupado pelos roteiristas. A mecânica utiliza o Wii Remote e o Nunchuk em conjunto. Como não há controle da movimentação, que é automática, resta ao jogador interagir com elementos do cenário e atirar em monstros. Parece pouco, mas não é. Os designers inventaram maneiras interessantes de tornar tudo bem variado e resgataram vários elementos do original para isso. Além de contar com várias armas - e seus tiros secundários ativados pelo giro do Remote - para desmembrar inimigos, o usuário também pode pressionar botões, abrir portas, resolver puzzles e até mesmo apelar para a telecinese ao puxar itens de cena e atirar longe com o cursor. O mais bacana é que o uso do sensor de movimento nunca parece forçado ou improvisado; bons exemplos são o de torcer o Remote para soldar parafusos ou balançá-lo para manter a luz acesa sua lanterna. De relance, pode até se passar por um jogo dos consoles mais poderosos. Com uma campanha razoavelmente longa, modo cooperativo e desafios extras, há conteúdo suficiente para colocá-lo entre os grandes lançamentos do ano para o videogame da Nintendo.
Fonte - UOL Jogos
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