Antes de mais nada, a confusão se limita ao game. Não existe perigo de acertar a cabeça de um amigo com um movimento do Remote, já que o título é jogado com o controle na horizontal, reproduzindo de certo modo a experiência tradicional dos antigos games de plataforma do Mario. Nós já cobrimos algumas das novidades de temática e de conceito que o jogo traz, então desta vez vamos realçar o que mudou em termos de jogabilidade — afinal de contas, se Bowser não conseguiu vencer Mario sozinho, terá que tentar quatro vezes mais para conseguir derrotar uma equipe inteira focada em estragar seus planos pela milésima vez. Um dos elementos mais importantes da experiência talvez seja a detecção de colisão entre os personagens jogáveis. Isto pode parecer algo simples ou mesmo normal, mas abre várias possibilidades de jogo inovadoras. Por exemplo, Mario pode subir na cabeça de Luigi para em seguida pular para outra plataforma e alcançar uma moedinha previamente inacessível. Como já mencionamos anteriormente, o game não é simplesmente uma cooperação — pode ser também uma competição! Ou seja, não é necessário que Luigi deixe que o Mario suba em cima dele para usá-lo como plataforma. Se ele estiver no lugar errado e Mario conseguir realizar o movimento para adquirir mais moedas, azar o de Luigi! Assim, a dinâmica de jogo acaba se revelando algo extremamente envolvente. Isto porque ao final de cada nível existem as estatísticas que expõem a performance de cada um dos jogadores, e tudo conta: desde moedas coletadas até o total de vidas sobrando. Assim, planejamento é algo que conta muito menos que nos games anteriores da franquia, com a improvisação assumindo papel essencial para garantir o sucesso na empreitada! Como em todo jogo de plataforma do bigodudo, é possível morrer. Só que, desta vez, ao invés de escutar a tradicional musiquinha e ver os olhos arregalados do pobre encanador, você retorna como uma bolha flutuante. Para voltar à vida, é necessário que ela encoste em algum dos outros jogadores que ainda estão vivos — e eles provavelmente não irão deixar que isso aconteça facilmente, se não quiserem! Mas não se trata de simplesmente sorte. Você pode chacoalhar o Remote incessantemente para fazer com que sua bolha se mova em direção a seus parceiros-adversários. Dá para imaginar a loucura que se instala quando os jogadores começam a pegar o jeito da coisa. E, finalmente, existe também o Yoshi. Sua função é a mesma, servir de montaria para os personagens — a diferença é que agora ele pode engolir não só inimigos como também outros jogadores! Isto pode ser usado tanto cooperativa quanto competitivamente, já que é possível manter o outro dentro da boca dele por tempo indeterminado e arremessá-lo em direção a inimigos. Isto é tanto útil como também pode abrir caminho para inúmeras brigas. Já podemos até imaginar o caos total que veremos quando analisarmos o jogo aqui em nossa Redação. Xingamentos, batidas nos Remotes alheios e gritos para parar com a palhaçada... As possibilidades são infinitas, limitadas apenas pelo vocabulário de baixo calão da moçada. Em suma , esse jogo tem tudo para ser um dos melhores titulos da Nintendo esse ano , pois ele reune o que a de melhor em diversão , com aquela pitada de nostalgia. Exclusivo para Nintendo Wii
Fonte - Baixaki Jogos |